sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Internacional Situacionista - Formação

       Em 1960 é lançado o Manifesto da Internacional SItuacionista, organizado por um grupo de jovens franceses que tinham uma chamada "ideologia marginal". No fundo, buscavam uma tentativa de teorizar as práticas espontâneas desenvolvidas no seio da subcultura boemia da Rive Gauche Parisiense. Guy Debord foi o fundador, e no seu círculo incluíam-se aventureiros, poetas e marginalizados de vários âmbitos, incluindo os conhecidos Letristas. A Internacional Situacionista surgiu de uma fusão de grupos, entre eles o COBRA, os Psicogeográficos da Alemanha, o MIBI (ou Movimento Internacional para uma Bauhaus Imaginista), este último encabeçado por Asger Jorn, além de artistas como Pinot Gallizio, um químico convertido em industrial e pintor que realizou desenhos feitos com as "máquinas de pintar". Eram rolos de tela pintados com pistolas e resina, feitas com o intuito de cobrir grandes extensões da cidade. No geral, as atividades da Internacional Situacionista reuniam obras de artistas, urbanistas, cineastas e poetas.

       Guy Debord, líder ideológico do movimento, assumia uma postura "contra-cultura" numa época que ele mesmo denominava como a "sociedade do espetáculo". Ele se recusava a entrar no enquadramento sugerido pelos conceitos de "usuários-tipo", clássica do Estilo Internacional e do Movimento Moderno. Quanto a esta situação social até então vigente, eles apontavam suas críticas para o efeito retardante de uma estrutura econômica opressora que exclui os usos de "efeitos afetivos". Questionavam o papel da produção cultural na cultura consumista do pós-guerra, posicionando-se assim como um grupo de dupla identidade estética e política. Fortes críticas acerca da "pasteurização" da vida cotidiana, na qual o usuários estavam "embutidos" nas " fórmulas de uso".

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